2010-10-30
Será realmente necessário ?
As vezes em alguns momentos de nossas vidas passamos por certas situações que ficamos na duvida se realmente é necessário. É preciso realmente para o nosso livro sair mais completo e com nexo ? Me pergunto se preciso de tudo isso para saber o que realmente é viver, intender a razão de tudo isso aqui. Por favor, me poupe de todos esses detalhes. A vida sim é muito amarga, e de tão amarga se torna doce, dos maus momentos é que vem os ótimos, sabendo o que é ruim é que damos valor no que é bom. Mas será que isso seria mesmo necessário ? Porque não aprender com os erros alheios, nos pouparia de muitos detalhes. Ou será que todos os fatos que nos rodeiam são conseqüência de nossos próprios atos ?
2010-10-11
Bobagens
"Minha beleza não é efêmera
Como que eu vejo em bancas por aí
Minha natureza é mais que estampa
É um belo samba
Que ainda está por vir
Bobagem pouca - besteira
Recíproca Nula - A gente espera
Mero incidente - Corriqueiro
Ser mulher - A vida inteira."
Como que eu vejo em bancas por aí
Minha natureza é mais que estampa
É um belo samba
Que ainda está por vir
Bobagem pouca - besteira
Recíproca Nula - A gente espera
Mero incidente - Corriqueiro
Ser mulher - A vida inteira."
2010-10-06
Escolhas
"...A vida humana só acontece uma vez e não poderemos jamais verificar qual seria a boa ou a má decisão, porque, em todas as situações, só podemos decidir uma vez. Não nos é dado uma segunda, uma terceira ou uma quarta vida para que possamos comparar decisões diferentes."
(Milan Kundera - A insustentável leveza do ser)
Este livro é ótimo! Apesar de estar virando o ano lendo ele, é muito bom mesmo! Como eu queria, um flash back para cada decisão mas ao mesmo tempo ia ser tudo muito previsível, muito escrito. A emoção da vida é a grande surpresa que ela nos trás a cada dia que passa, o mistério dos caminhos que nós escolhemos. E a responsabilidade que adquirimos por nossas escolhas.
(Milan Kundera - A insustentável leveza do ser)
Este livro é ótimo! Apesar de estar virando o ano lendo ele, é muito bom mesmo! Como eu queria, um flash back para cada decisão mas ao mesmo tempo ia ser tudo muito previsível, muito escrito. A emoção da vida é a grande surpresa que ela nos trás a cada dia que passa, o mistério dos caminhos que nós escolhemos. E a responsabilidade que adquirimos por nossas escolhas.
2010-09-30
O Video Tape é burro!
A prática é conhecida na política brasileira: o sujeito tem uma pinimba na justiça, geralmente coisa de monta, do tamanho de sua empáfia e malandragem. Para fugir das garras da lei, o esperto – por ser peixe graúdo – resolve arriscar alto. Sai candidato por algum partido – qualquer um – e, uma vez eleito, tem todos os processos contra si postergados ad eternum. Passa a gozar de foro privilegiado na justiça já naturalmente lenta e modorrenta, e a contar com potente instrumento de chantagem contra o executivo – seu mandato e seu voto no parlamento. De simples mortal, o bacana muda para uma casta superior, onde nem os braços da justiça o alcançam, nem o julgamento moral o enxerga. Tal prática deságua na formação de uma gangue organizada e macilenta no Congresso, que faz de tudo não só para se safar de seus próprios problemas, como para ganhar fatias de poder que lhes dão a imunidade de super-heróis.
Onde deveria ser a casa que cuida das leis, temos políticos que cuidam para que as leis não os incomodem e, se possível, ajudem a seus amigos e patrocinadores. Os parlamentares poderiam dizer em sua defesa que a justiça é inclemente, não importa a instância do julgamento. Os fatos desmentem: o Supremo até outro dia jamais tinha condenado um político.
Quando finalmente o Congresso aprovou a Lei Ficha Limpa muita gente ficou com a impressão de que esta safadeza tinha finalmente chegado ao fim. Ledo engano, como pudemos descobrir recentemente após julgamento inconclusivo no STF. O que parecia resolvido eis que continua sem solução. Em resumo, limpar a política dos malandros e safardanas voltou a ser incumbência única do eleitor.
Isso me faz lembrar do escritor e jornalista Nelson Rodrigues quando surgiu o Video Tape. Nelson, apaixonado torcedor do Fluminense, participava de mesas-redondas na televisão sobre futebol, sempre manifestando sua paixão tricolor. Numa dessas discussões, quando o VT era a grande novidade, Nelson – que, aliás, tinha péssima visão – questionava um pênalti marcado contra seu Fluminense. Diante da repetição do lance, que deixava clara a penalidade, seus colegas de mesa insistiam para que ele reconsiderasse. E Nelson, teimoso, respondeu: - O Video Tape é burro!
Diante de tantas imagens demonstrando o caráter inequívoco dos políticos que temos, só dá para concluir, ao contrário de Nelson Rodrigues, que ao invés do Video Tape, nós - os eleitores - é que nos tornamos burros.
(Alexandre Pelegi)
Onde deveria ser a casa que cuida das leis, temos políticos que cuidam para que as leis não os incomodem e, se possível, ajudem a seus amigos e patrocinadores. Os parlamentares poderiam dizer em sua defesa que a justiça é inclemente, não importa a instância do julgamento. Os fatos desmentem: o Supremo até outro dia jamais tinha condenado um político.
Quando finalmente o Congresso aprovou a Lei Ficha Limpa muita gente ficou com a impressão de que esta safadeza tinha finalmente chegado ao fim. Ledo engano, como pudemos descobrir recentemente após julgamento inconclusivo no STF. O que parecia resolvido eis que continua sem solução. Em resumo, limpar a política dos malandros e safardanas voltou a ser incumbência única do eleitor.
Isso me faz lembrar do escritor e jornalista Nelson Rodrigues quando surgiu o Video Tape. Nelson, apaixonado torcedor do Fluminense, participava de mesas-redondas na televisão sobre futebol, sempre manifestando sua paixão tricolor. Numa dessas discussões, quando o VT era a grande novidade, Nelson – que, aliás, tinha péssima visão – questionava um pênalti marcado contra seu Fluminense. Diante da repetição do lance, que deixava clara a penalidade, seus colegas de mesa insistiam para que ele reconsiderasse. E Nelson, teimoso, respondeu: - O Video Tape é burro!
Diante de tantas imagens demonstrando o caráter inequívoco dos políticos que temos, só dá para concluir, ao contrário de Nelson Rodrigues, que ao invés do Video Tape, nós - os eleitores - é que nos tornamos burros.
(Alexandre Pelegi)
2010-09-14
Politicagem
Incrível como eu não consigo mais ver nenhum tipo de canal aberto nas últimas semanas. Até a rádio, meu refugio do mundo está ficando cada dia mais insuportável. De cada 5 propagandas, 4 são políticas. Isso chega a ser uma invasão de privacidade, e sempre a mesma ladainha, uns atacando os outros. Eles todos são cheios de apontar o defeito alheio e esquecem do principal: sua proposta, o motivo pelo qual realmente as pessoas deviam votar neles e não por falta de opção. Obviamente que acredito que existem pessoas boas, que realmente querem fazer a diferença, mas é preciso de muito cuidado para saber reconhecê-los. Na verdade não me choca muito o cara roubar, mas tem que fazer alguma coisa ! Estamos aqui a procura de algo diferente.
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